19/08/2022

2:35 AM

13 anos de seca: Chile cria plano sem precedentes para racionar água

Cidade com quase 6 milhões de habitantes, Santiago está sendo brutalmente castigada pela seca, que entra no seu 13° ano com pouquíssimas chuvas, em um (péssimo) recorde histórico. O governo do Chile inclusive anunciou um plano para lidar com o problema.

O projeto, sem precedentes, é o primeiro realizado na história de Santiago para lidar com a falta de água devido à gravidade das mudanças climáticas.

O intuito é realizar um racionamento de água, com um sistema de alerta de quatro níveis que vai do verde ao vermelho. Estes alertas começam com anúncios de serviço público, passa a restringir a pressão da água e termina com cortes rotativos de água de até 24 horas para cerca de 1,7 milhão de clientes.

“Uma cidade não pode viver sem água. E estamos em uma situação sem precedentes nos 491 anos de história de Santiago, onde temos que nos preparar para não haver água suficiente para todos que moram aqui”, lamentou Claudio Orrego, governador da região metropolitana de Santiago, em entrevista coletiva.

Rios secos

Quem ditará as regras do racionamento serão os rios Maipo e Mapocho, que abastecem a maior parte da capital. O sistema deve se basear pela capacidades dos dois cursos d’água, que vêm diminuindo rapidamente, ao mesmo passo em que a seca se intensifica.

O déficit hídrico dos rios, que é medido em litros por segundo, determinará se os cortes ocorrerão a cada 12, seis ou quatro dias. A partir daí, o governo decide qual região ficará sem água. Locais alimentados por água de poço ou outras fontes que não os rois ficarão isentas dos cortes.

“É importante que tenhamos uma visão compartilhada entre autoridades públicas e privadas e os cidadãos de Santiago que queremos construir até 2050”, afirmou o governador Orrego. Segundo ele, o processo consultivo para definir o projeto de racionamento durará 1 ano, com auxílio de 70 conselhos para definir o roteiro.

O governo estima que a disponibilidade de água do país caiu de 10% a 37% nos últimos 30 anos e deve cair outros 50% no norte e centro do Chile até 2060.

 

Por Metrópoles

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