26/05/2022

9:16 PM

Aliada de Putin, Chechênia envia combatentes para a guerra russa na Ucrânia

O líder da república russa da Chechênia, Ramzan Kadyrov, anunciou hoje que um grupo de combatentes foi enviado para a Ucrânia para lutar ao lado do exército russo. O número de mercenários enviados não foi mencionado. O objetivo é que eles atuam no Donbass, área separatista no leste da Ucrânia, atual foco das ações russas. “Boa sorte pessoal! Tenha cuidado, cuide de você e de seus companheiros! Desejo-lhes uma rápida conclusão bem-sucedida da tarefa e um retorno seguro para suas famílias!”, escreveu Kadyrov.

No vídeo em que o grupo aparece embarcando, há a indicação de contatos para quem deseja se voluntariar. Segundo a agência russa RIA, os mercenários recebem cerca de 300 mil rublos (cerca de R$ 22,5 mil) na partida para a Ucrânia e ganham cerca de R$ 250 por dia. Apesar de a Rússia negar, o governo ucraniano avalia que as forças russas pretendem aumentar a ofensiva em 9 de maio, próxima segunda-feira, quando se comemora o Dia da Vitória, em referência à Segunda Guerra Mundial. Hoje, a guerra russa na Ucrânia chegou ao 71º dia.

Grozny-Mariupol A capital da Chechênia, Grozny, teve o mesmo destino que a cidade ucraniana de Mariupol, destruída pelas bombas russas. Vinte anos depois, os chechenos refugiados na Europa ainda vivem com medo de Moscou. Dezenas de milhares de pessoas fugiram da pequena república russa de maioria muçulmana, após duas guerras violentas. A última, iniciada por Vladimir Putin em 1999, levou ao poder o temível Ramzan Kadyrov, um homem próximo ao Kremlin acusado de reprimir de maneira impiedosa os críticos. Kadyrov comanda o território desde 2007.

Desde o início da ofensiva da Rússia na Ucrânia, “quase mil” voluntários enviados por Kadyrov lutam ao lado dos russos no território ucraniano. Mas também há chechenos que se uniram às fileiras ucranianas.

 

Por Uol Notícias

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