A Procuradoria-Geral da República recorreu ao Supremo Tribunal Federal, hoje (9), contra a decisão do ministro Alexandre de Moraes que embasou a operação contra empresários simpáticos ao presidente Jair Bolsonaro por causa de mensagens privadas trocadas pelo WhatsApp.
A PGR pede para anular toda a operação e trancar a investigação que vem sendo conduzida sob sigilo pelo STF contra esses empresários.
Os empresários foram alvos de medidas cautelares de busca e apreensão, afastamento de sigilos bancário e telemático, bloqueio de todas as contas bancárias e de redes sociais de empresários. Tudo isso se deu, segundo a PGR, sem os prévios conhecimento e manifestação do Ministério Público.
A PGR e o ministro Alexandre de Moraes têm apresentado versões distintas sobre a intimação feita ao Ministério Público. Em nota, Moraes disse que o processo foi, sim, encaminhado à PGR antes da operação ser realizada.
A vice-procuradora-geral, Lindôra Maria Araújo, que assina o recurso protocolado nesta sexta (9), já se manifestou nos autos dizendo que não teve conhecimento do processo antes da operação, já que estava em um evento quando ele foi entregue fisicamente ao Ministério Público.
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