25/05/2022

10:37 PM

Rússia ameaça assumir “controle total” das maiores cidades ucranianas

O governo da Rússia ameaçou assumir o “controle total” das maiores cidades ucranianas. Segundo o Kremlin, as tropas têm condições de tomarem o poder desses locais.

Segundo o porta-voz do governo, Dmitry Peskov, as principais cidades da Ucrânia já estão cercadas por forças russas.

Quando perguntado pela agência de notícias Reuters sobre comentários de autoridades dos Estados Unidos, que disseram que a Rússia havia pedido equipamento militar para a China, Peskov disse que não.

“A Rússia possui seu próprio potencial independente para continuar a operação. Como dissemos, ela está indo de acordo com o planejado e será concluída a tempo e na íntegra”, afirmou.

O presidente russo, Vladimir Putin, avisou ao Ocidente de que conseguirá cumprir todos os objetivos militares sem ajuda da China.

O Ministério de Defesa da Rússia afirmou nesta segunda-feira (14) que 20 pessoas morreram e 28 ficaram feridas em um ataque dos ucranianos com um míssil na região de Donetsk, onde há separatistas ligados aos russos.

Terminou sem consenso mais uma reunião entre russos e ucranianos. A negociação de um cessar-fogo será retomada na terça-feira (14/3). O encontro acabou com uma “pausa técnica”.

Representantes da Rússia e da Ucrânia conversaram por videoconferência para tentar uma solução para o conflito que já dura 19 dias. A invasão ocorreu em 24 de fevereiro.

Os ataques se tornaram mais violentos nos últimos dias. Kiev, capital ucraniana e coração do poder, está cercada. Civis são alvo de bombardeios.

As conversas foram classificadas como “difíceis” por um assessor do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

“Foi feita uma pausa técnica nas negociações até amanhã, para trabalho adicional nos subgrupos de trabalho e esclarecimento de definições individuais. As negociações continuam”, informou um dos principais negociadores ucranianos, Mykhailo Podoliak.

Ataques

O Ministério de Defesa da Rússia afirmou, nesta segunda-feira (14/3), que 20 pessoas morreram e 28 ficaram feridas em um ataque dos ucranianos com um míssil na região de Donetsk, onde há separatistas ligados aos russos.

O Kremlin afirmou que o exército russo não descarta “tomar o controle total das principais cidades que já estão cercadas”. Isso implicaria uma ofensiva militar de grande envergadura, diante de uma resistência que se mostra feroz. As informações são de agências internacionais de notícias.

Em anúncio nas redes sociais na manhã desta segunda-feira, o Parlamento ucraniano informou que tropas russas atacaram a fábrica de aviões Antonov, em Kiev.

Ao menos duas pessoas morreram e sete ficaram com “ferimentos de gravidade variável”. Cerca de 70 pessoas foram retiradas do local.

Imagens que circulam nas redes sociais mostram o estado da região, momentos após o ataque. Uma grande nuvem de fumaça tomou conta do local após o bombardeio.

Localizada no Aeródromo de Sviatoshyn, a fábrica da Antonov é considerada a maior da Ucrânia. Fundada em 1989, a empresa é popular pela produção de aeronaves para transporte de cargas pesadas.

Ofensiva

Uma pessoa morreu e pelo menos três foram levadas a um hospital depois que um bombardeio russo atingiu um prédio residencial em Kiev, nesta segunda-feira.

De acordo com as equipes de emergências ucranianas, pelo menos 63 moradores tiveram de sair do edifício e 15 necessitaram de atendimento no local. O ataque ocorre no mesmo dia em que mais uma rodada de negociações entre ucranianos e russos está marcada.

No domingo (13/3), os russos iniciaram o 18º dia de guerra na Ucrânia com ataques aéreos ao Centro Internacional de Manutenção da Paz e Segurança (IPSC). A base militar no distrito de Yavoriv, a ​​cerca de 50 km a sudoeste de Lviv e cerca de 25 km da fronteira com a Polônia, foi alvo das tropas russas pouco antes das 6h de domingo (horário ucraniano). As autoridades afirmaram que 35 pessoas morreram no local, enquanto 134 ficaram feridas.

Também no domingo, a Ucrânia emitiu alerta de ataque aéreo em, ao menos, 19 das 24 regiões do país. As informações são do jornal The Kyiv Independent. Diante dessa possibilidade, o governo ucraniano recomendou que os moradores seguissem para abrigos próximos imediatamente.

 

Por Metrópoles

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