18/08/2022

6:44 AM

Ucrânia faz apelo pela abertura de corredor humanitário em Mariupol

A vice-primeira-ministra da Ucrânia, Iryna Vereshchuk, fez um apelo para abertura de um corredor humanitário entre Mariupol e Berdyansk. Vereshchuk, nesta segunda-feira (18/4), pediu urgência para retirar “mulheres, crianças e outros civis”.
 
“A recusa em abrir esses corredores humanitários será motivo para culpar todos os envolvidos de crimes de guerra”, frisou.
Sitiada há mais de 40 dias e sob fortes bombardeios, Mariupol se tornou o maior retrato da devastação que uma guerra pode causar (foto em destaque). Segundo a prefeitura, 90% dos prédios foram danificados, e 40%, destruídos, incluindo hospitais, escolas, creches e fábricas.

Sob ataques constantes e em colapso, a cidade é o último grande centro ucraniano a resistir na faixa entre a Crimeia e o território russo.

Ataques

As forças russas não deram trégua e prosseguiram com os ataques massivos contra a Ucrânia. Mais de 300 mísseis, segundo o Exército de Vladimir Putin, foram disparados. Lviv e Lugansk registraram mortes. Kharkiv, Zaporizhzhia, Donetsk e Dnipro sofreram bombardeios.

O governador regional de Lviv, Maksym Kozytsky, confirmou que sete pessoas morreram no ataque e 11 ficaram feridas, três em estado crítico. Uma delas é uma criança.

No Telegram, ele acusou Putin de “ter perdido a cabeça” e de cometer “deliberadamente um genocídio contra o povo ucraniano”.

Quatro civis morreram na região de Lugansk enquanto tentavam fugir. O grupo estava em um carro na cidade de Kreminna.

Investida russa

O Ministério da Defesa da Rússia, em comunicado divulgado pela agência russa de notícias TASS, afirma que atacou 315 alvos ucranianos.

As forças russas confirmam que os sistemas de defesa aérea foram usados ​​para derrubar dois caças MiG-29 e um avião SU-25.

Segundo o ministério, as tropas destruíram armas e equipamentos militares ucranianos com mísseis Iksander.

Pelo menos 16 instalações militares ucranianas foram atingidas, incluindo cinco postos de comando, um depósito de combustível e três depósitos de munição.

A Rússia e a Ucrânia vivem um embate por causa da possível adesão ucraniana à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), entidade militar liderada pelos Estados Unidos.

Na prática, Moscou vê essa possibilidade como uma ameaça à sua segurança. Sob essa alegação, invadiu o país liderado por Zelensky, em 24 de fevereiro. Nesta segunda-feira (18/4), a guerra completa 54 dias.

A tensão no Leste Europeu voltou a subir após ao menos três ataques ucranianos contra o território russo. O país liderado por Putin, que havia prometido trégua a Kiev, voltou a bombardear a capital.

A escalada da violência também é influenciada pelo naufrágio do navio militar Moskva, maior embarcação de guerra russa no Mar Morto. A Ucrânia reivindicou o ataque.

 

Por Metrópoles

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