21/05/2022

5:51 AM

“Uma das obras mais importantes do país”, diz Ibaneis sobre Corumbá IV

Durante a inauguração do Sistema Corumbá IV, na Estação de Tratamento de Água Corumbá, em Luziânia, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB-DF), classificou a estrutura como “uma das obras mais importantes do Brasil, em questão de segurança hídrica”. O lançamento da plataforma se dá após 16 anos de expectativa. Cerca de 1,3 milhão de moradores, tanto do DF quanto de Goiás, serão abastecidos com águas provenientes do sistema.

“Em 2016, o que tínhamos naquele momento era só promessa, hoje o que temos é realidade”, disse o chefe do Executivo no GDF, sobre a questão da segurança hídrica na capital federal. “Saneamento é muito importante. Qualidade de vida, meio ambiente. Tudo isso está envolvido dentro dessa obra. Lembrando que ela havia sido inaugurada cinco vezes por outros governadores, mas sem água”, relembra Ibaneis.

Também presente no evento, o governador do estado de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), conta que a população não acreditava na conclusão dos trabalhos. “Cerca de 44% das obras foram feitos em 3 anos e 3 meses. A população não acreditava mais [que ficaria pronta]. E, hoje, é inaugurada com 1,5 mil litros por segundo”, disse.

Os estudos para a construção do sistema começaram em janeiro de 2006 e levaram quase dois anos até a entrega do projeto básico do reservatório, em novembro de 2007. Para chegar até a estação de tratamento, a água é bombeada do Lago Corumbá e sobe 200m de altitude. A capacidade de bombeamento é de 2,8 mil litros por segundo, mas, hoje, a estação opera com 1,5 mil litros por segundo.

O Sistema Produtor de Água do Corumbá é um conjunto de obras para captação de água no reservatório de Corumbá IV, com estruturas de tratamento para que a água se torne potável e seja, assim, distribuída para a população do DF e de Goiás. No total, cerca de 1,3 milhão de habitantes serão abastecidos.

Em 2014, os trabalhos foram interrompidos na estação de tratamento de água em Valparaíso, após desistência da empresa contratada pelo DF e a convocação de uma licitação. As atividades de responsabilidade da Caesb voltaram em 2015.

Em 2018, ainda no governo de Rodrigo Rollemberg (PSB), a Caesb foi obrigada, por determinação do Tribunal de contas do Distrito Federal (TCDF), a reduzir o valor da licitação para a compra das válvulas necessárias às obras em 26,27%.

A estatal lançou pregão eletrônico em maio de 2018, com valor de R$ 5.225.552,74 para a compra do material, prevista em 10 lotes, mas o TCDF constatou irregularidades na cotação e solicitou revisão. Somente após as considerações da Corte de Contas, a companhia encontrou uma maneira de ajustar o procedimento licitatório, baixando a cifra para R$ 3.852.777,01. O pregão foi suspenso em 28 de maio e só voltou a ser reaberto em 12 de julho de 2018.

A previsão era para que a captação começasse em dezembro do mesmo ano, mas a inauguração atrasou em mais de três anos. Fruto de consórcio entre o DF e Goiás, o sistema tem 50% de participação da Caesb e 50% da Saneago. A obra surgiu com o objetivo de acabar espantar de vez o fantasma de um novo racionamento de água na capital da República.

Abastecimento

Foram investidos cerca de R$ R$ 440 milhões na obra. O Sistema Corumbá vem suprir a necessidade de adoção de novos mananciais de abastecimento de água para o DF, diante do crescimento da população, possibilitando à região dar continuidade ao seu desenvolvimento.

Com sua entrada em operação, o sistema reforça e amplia o abastecimento de água tratada da região sul do Distrito Federal, que inclui as cidades de Santa Maria, Gama, Recanto das Emas e Riacho Fundo II, além de áreas em processo de consolidação como o Setor Habitacional Ponte de Terra e o Setor Meirelles.

Indiretamente, toda a parcela oeste do DF e a cidade de Águas Lindas de Goiás também serão beneficiadas, com a geração de excedentes no Sistema Descoberto. Em Goiás, serão beneficiados os municípios de Luziânia, Valparaíso de Goiás, Cidade Ocidental e Novo Gama, todas no Entorno.

Local

O ponto de captação de água no reservatório de Corumbá IV fica em Luziânia (GO), em uma área coberta pelo lago de 173 km². A partir dessa etapa, a água passa pela Elevatória de Água Bruta e segue caminho, por meio de adutoras, até a Estação de Tratamento de Água Corumbá. Na sequência, a água é encaminhada por meio de redes de distribuição para Goiás e o Distrito Federal.

A Caesb e a Saneago executaram juntas a adutora de água bruta do empreendimento, composto por uma tubulação de aço com diâmetro de 1.200 mm e capacidade de 2.800 litros/segundo. Foram feitos 12,3 km de tubulação junto à captação de água, sob a responsabilidade da Saneago, e 15,4 km até a Estação de Tratamento de Água Corumbá, executados pela Caesb.

A captação e a Estação Elevatória de Água Bruta, que possuem quatro conjuntos de bombas centrífugas, motores de 5.700 cv e capacidade de 2.800 litros/segundo de água, foram executadas pela Saneago, bem como 34 km de linhas de transmissão e uma subestação elétrica 138 kV.

Já a Estação de Tratamento de Água Corumbá (ETA), as elevatórias e as adutoras de água tratada foram construídas pela Caesb. A ETA Corumbá tem capacidade para tratar até 2.800 litros/segundo de água na primeira etapa, e usará processo de tratamento por coagulação, floculação, clarificação e filtração. Dentro do DF, a água será bombeada até a cidade de Santa Maria, de onde será distribuída para a população.

 

Por Metrópoles

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